Nesta quarta-feira, 02 de abril, a partir das 15h, familiares e amigos irão se reunir em frente a Câmara Municipal de Maricá, no Centro da cidade, para realizar um ato em memória ao Guilherme de Lima. O jovem estudante da rede estadual de ensino morreu após ser vítima de bullying e racismo.
As agressões psicológicas e muitas vezes verbais ocasionaram um quadro de depressão no Guilherme. A morte do jovem causou comoção no município maricaense e levantou o assunto sobre combate ao bullying e racismo nos colégios estaduais e municipais.
RACISMO E BULLYING
O racismo e o bullying são problemas persistentes nas escolas brasileiras, afetando profundamente o ambiente educacional e o desenvolvimento dos estudantes. Estatísticas recentes destacam a gravidade da situação: uma pesquisa realizada pela Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN), em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE), revelou que 32% dos casos de bullying no Brasil são motivados pela cor da pele e pela orientação sexual.
Casos emblemáticos evidenciam essa realidade. Em fevereiro de 2025, um colégio de elite em São Paulo suspendeu 34 alunos por envolvimento em um grupo de WhatsApp onde praticavam bullying, racismo e faziam ameaças de violência contra colegas mais novos . Esses incidentes ressaltam a necessidade urgente de ações eficazes para combater tais práticas.
Para enfrentar o racismo e o bullying nas escolas, é fundamental adotar medidas abrangentes:
1. Educação e Conscientização: Implementar programas que promovam a diversidade e ensinem sobre a história e cultura afro-brasileira, conforme estabelecido pela Lei 10.639/2003.
2. Protocolos de Prevenção e Intervenção: Estabelecer diretrizes claras para identificar e lidar com casos de bullying e racismo, assegurando que todos na comunidade escolar saibam como agir.
3. Apoio às Vítimas: Oferecer suporte psicológico e criar um ambiente seguro para que os alunos possam relatar incidentes sem medo de represálias.
4. Formação de Educadores: Capacitar professores e funcionários para reconhecerem e intervirem adequadamente em situações de discriminação e intimidação .
5. Envolvimento da Comunidade: Engajar pais, responsáveis e a comunidade local em iniciativas que promovam a inclusão e o respeito mútuo.
Ao implementar essas estratégias, as escolas podem criar um ambiente mais seguro e acolhedor, onde todos os estudantes tenham a oportunidade de aprender e se desenvolver plenamente, livres de discriminação e violência.
FONTES: NP, O GLOBO, REVISTA AFIRMATIVA, SPONTE, NOVA ESCOLA, UNIFESP, CNN BRASIL, EDUCAÇÃO INTEGRAL, PODER 360, REVISTA EDUCAÇÃO, UNICAMP, SINESP, UOL E CARTA CAPITAL